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Poema "Asas do tempo" na Antologia Poética Além da Terra, Além do Céu, da Chiado Editora

O lançamento da Antologia Paulista de Poesia Contemporânea ocorrerá no dia 14 de novembro, sábado, das 16h às 19h, no Quintal do Espeto, Vila Madalena/São Paulo. Meu poema "Asas do tempo" é um dos selecionados pelo antólogo Gonçalo Martins para compor a obra da Chiado Editora.

Partir ou ficar?

Talvez seja mesmo a hora de partir.
De ir para algum lugar diferente, recomeçar.
Deixar para trás velhas expectativas,
utopias, sonhos que nunca irão se realizar.
Talvez seja hora de seguri por outros caminhos.
Escrever novos capítulos, ser protagonista
da mnha história, da minha vida.

Às vezes o que resta é saudade

Era um tempo bom.
Tínhamos nos pequenos olhos
a alegria das chegadas.
A cada manhã, um novo dia.
Leve, único, eterno.
Mas a vida também é feita de partidas.
E foram tantos olhos molhados.
E tantos corações partidos
por adeuses tão doloridos...
Aprendemos: viver é movimento,
passar é preciso
e ninguém está isento disto.

Para sempre

Até hoje, quando olho sua  fotografia, o meu corpo inteiro arrepia. lembranças do intenso amor  que, juntos, vivemos um dia. E será assim, acredite: em cada vida que eu tiver a chance de viver, vou amar você. Sempre com a mesma intensidade.  como se fosse uma eterna primeira vez.

Meu poema estará na Antologia "Além da Terra, Além do Céu", da Chiado Editora

Meu poema "Asas do tempo" foi selecionado para a Antologia de Poesia Paulista "Além da Terra, além do Céu", projeto da Chiado Editora que homenageia o grande poeta Carlos Drummond Andrade.
O Lançamento da obra, em São Paulo, ocorrerá em outubro (data ainda será definida). O poema do Drummond: Além da Terra, Além do Céu "Além da terra, além do céu
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastros dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fudamental essencial
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar
o verbo pluriamar,
razão de ser e viver."

Bem te quis

Eu bem te quis, e quis muito.
Mergulhei de cabeça e coração
no teu mundo.
Mas, ao tentar nadar, percebi
que era raso em você
o que em mim era profundo.

Cada dia um novo dia

Acordei numa manhã
e tudo estava diferente dentro de mim.
Na hora estranhei, mas depois entendi.
Sim, este é o jogo, esta é a graça.
Tudo munda o tempo todo.Tudo passa.
Às vezes faz bem, às vez dói
saber que nada é pra sempre.
E quem quer um sofrer eterno?
E quem não quer um amor eterno?
Ambos vêm e passam a cada nova forma de existir.
No final das contas,
a eternidade dos sentimentos
que experimentamos
está dentro de cada um.
No mais, estamos sujeitos, sujeitos que somos,
às voltas desta magnífica roda,
a "roda viva" - como bem disse o poeta.

Entre os versos meus

Acendeu minhas estrelas
e fez do meu céu
o mais belo em todo o universo.
Mas um dia voou de mim
e foi morar noutros abraços.
Doeu.
Ainda assim,
será parte de minha poesia.
A lembrança mais bonita
de um amor que se perdeu
no infinito de outros olhos.
E viverá para sempre
entre os versos meus.

Inquietude

Ah, coração navegante!
Por que o mundo, lugar grande, de repente,
lhe parece tão pequeno, insignificante?
Que busca é esta que tanto o inquieta?

Pelos caminhos da vida

Tem gente que chega e gente que parte. Tem gente de mentira e gente de verdade. Tem gente que mora no coração da gente e vai morar lá para sempre. Tem gente por quem a gente se apaixona no primeiro olhar. Gente que faz a gente sonhar. Tem gente que sabe o valor de uma mão estendida. e gente que está sempre disposta a estender a mão
a quem precisa,  sem esperar nada em troca. Tem gente que ama sem medidas. Mas tem gente que não acredita. Tem gente que cura feridas, aplaca as dores, gente amiga. Gente que faz valer a pena a vida.

Versos tortos

Perdoe-me 
Por estes poucos versos tortos.
Perdi meu eu lírico.
Desencantado com a vida, 
Escapou pela janela da alma.
Deixou-me aqui 
Neste mundo cheio de gente -
E tão vazio.

Leve

Seja leve, não leve a vida.
Ela é pesada demais para ser levada.
Por si só, já carrega o tempo,
a gravidade e a crua realidade.
Deixe que ela leve você.
E lhe mostre o lado leve de tudo.
E lhe apresente o seu lugar no mundo.
E lhe ensine a vivê-la
cada dia de uma vez.





Amanhecer

A tal esperança

Tenho vontade,  às vezes,  de abandonar, numa esquina  qualquer do meu ser, essa tal esperança  que insiste em viver comigo.
***
Porque embora às vezes
ela seja alento e ilumine
como um farol na noite escura,
outras, ela pode ser apenas
vã expectativa
que se arrasta
por toda uma vida.




Uma Obra-prima chamada "O Carteiro e o Poeta"

O poético filme "O Carteiro e o Poeta", de 1994, dirigido por Michael Radford, conta a história de Mario Ruppolo, um homem simples e sonhador que mora com o pai, um pescador, em uma vila, na Itália. Mário se recusa a seguir o mesmo ofício. Diz que tem enjoos no mar. Ele então consegue um emprego nos correios. Fica encantado quando descobre que vai entregar cartas para o poeta Chileno – Prêmio Nobel de Literatura (1971)-, Pablo Neruda que, por motivos políticos, está exilado na ilha. Eles, embora venham de mundos bastante distintos, logo se tornam amigos. A simplicidade de Mário cativa o poeta.

Mario apaixona-se por Beatrice, mas é muito tímido. Para tentar conquistá-la, pede a Neruda que o ensine a fazer poesia. Descobre que não é nada fácil. Não consegue escrever um poema sequer. No entanto, consegue o amor de sua musa, recitando para ela uma poesia de Neruda. Em determinado momento, o poeta lhe fala que nos textos poéticos são utilizadas as metáforas. Mario fica confuso, nu…

Cinzas ao vento

Hoje não quero palavras.
Nem quentes, nem frias.
Aliás, só as desejo em poesias.
Outras tantas que me dizem
São como cinzas ao vento -
Vão e nunca mais voltam.
Perdem-se pelos caminhos de sul a norte,
Abandonam-me à própria sorte,
Neste mundo de mentiras.
Neste mundo de ilusão.



drummondeando

A menina atrás dos cabelos descoloridos
É sonhadora, inquieta e, às vezes, triste.
Gosta de palavras.
A menina atrás dos cabelos descoloridos
E do sorriso.

Oh, vida, tão breve vida, Se eu me chamasse Margarida, Teria o nome de uma flor - Seria mais feliz? Oh, vida, tão breve vida, Há tantas coisas que ainda não fiz.



As horas

Toada

Às vezes penso no que sou.
Às vezes sofro com o que vejo em mim.
Às vezes luto contra o que percebo, o que sinto.
Às vezes entendo que não tem jeito, mas questiono.
É isso e ponto?
É o que tem para esta existência?
Não. Sim. Talvez...
Finalmente, resigno-me e sigo.
Assim, nesta toada circular,
Passam os dias,
Os meses,
Os anos,
A minha vida.