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É preciso insistir - sempre

Por Sueli Melo

Talvez uma das coisas mais difíceis de ser conquistada nesta vida seja a nossa capacidade de compreender - justamente pela dor que isso causa - que não podemos controlar o mundo à nossa volta. Mas a gente se engana. Acha que  sempre está no comando das situações. Não estamos, porém.

Porque a vida é feita de relações nada simples. Qualquer que seja a situação, ela vai envolver sentimentos diversos. E em maior ou menor intensidade: raiva, amor, tristeza, alegria, medo, insegurança. E no sentir, pensar e agir das pessoas ninguém pode mandar. Nem mesmo quem os vivencia.

Cada um é um universo complexo e desconhecido - muitas vezes de nós mesmos -, que, ingenuamente, acreditamos conhecer. Tentar entender e aceitar essa realidade é uma luta penosa e constante.

É preciso arranjar forças e acreditar que o impossível não existe, para tentar vencer, a cada dia de vida, os males que nos matam por dentro e ser um ser melhor.

É preciso insistir. Sempre. Esta é a minha busca.

Maria e José

Por Sueli Melo

Ele nasceu primeiro. Maria, dois anos depois. Os pais de José não o quiseram, deram-no aos tios. Maria era a antepenúltima dentre mais de dez irmãos. Pois é, o tempo passou e um dia, os destinos de Maria e José se cruzaram. José tinha olhos verdes e acesos. Os de Maria eram castanhos e meigos. Ambos repletos de sonhos. Os sonhos ingênuos refletidos nos olhos de qualquer adolescente de qualquer tempo. Casaram. Ela contava então com dezesseis anos e ele com dezoito. Ele queria ser cantor. O violão sempre fora seu amigo mais leal. Nas noites enluaradas entoava as modas que lhe alegravam o espírito. Maria queria conhecer o mundo. Gostava de ler, dançar, viver. Eles tiveram sete filhos, mas eles são outra história. Esta é a de Maria e José.
  Maria criou os filhos praticamente sozinha. Trabalhava dia após dia para que não faltasse nada em casa. Empreendedora nata, fazia render, de forma criativa, qualquer quantia de dinheiro que lhe caísse nas mãos. Durante um tempo chegou a…

Amor

Amor é a janela aberta
numa manhã ou numa
tarde azul de outono.
É brisa
É chegada imprevista,
na hora certa.
É espera.
É o pulsar descompassado
que se acalma no
aconchego de um abraço...
É laço.

s.melo