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Pelos caminhos da vida

Tem gente que chega
e gente que parte.
Tem gente de mentira
e gente de verdade.
Tem gente que mora
no coração da gente
e vai morar lá para sempre.
Tem gente por quem
a gente se apaixona
no primeiro olhar.
Gente que faz a gente sonhar.
Tem gente que sabe o valor
de uma mão estendida.
e gente que está sempre
disposta a estender a mão
a quem precisa, 
sem esperar nada em troca.
Tem gente que ama sem medidas.
Mas tem gente que não acredita.
Tem gente que cura feridas,
aplaca as dores, gente amiga.
Gente que faz valer a pena a vida.


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A tal esperança

Tenho vontade,  às vezes,  de abandonar, numa esquina  qualquer do meu ser, essa tal esperança  que insiste em viver comigo.
***
Porque embora às vezes
ela seja alento e ilumine
como um farol na noite escura,
outras, ela pode ser apenas
vã expectativa
que se arrasta
por toda uma vida.




Dar à luz um poema

As entranhas em ebulição.
Caneta, papel, teclas
ao alcance das mãos.
O poema quer nascer.
Quer conhecer o mundo,
Ver as estrelas, o mar,
A vida externa.
Já não cabe dentro da alma.
Quer voar, pousar na flor,
Tal qual borboleta
ou colibri apaixonado,
quer beijar...
Mesmo que seja a tez do word.
Oh, sim!
Como virá à tona não lhe é importante,
se da tinta de uma caneta
ou das teclas de um computador.
Nascer é só o que ele quer.
E ser livre,
ser amor, ser dor,
ser protesto, resistência.
ser esperança.
ser sonho, ser possível.
Realizar-se poesia.
Ser, simplesmente.

Tic-tac, tic-tac, tic-tac...

Pronto, nasceu.
Libertou-se, bateu asas.
Pousou sutil, leve como a brisa
num diário solitário.
No olhar de alguém
do outro lado da tela, do outro lado do oceano.
Olhos cintilaram.
Corações foram tocados.
Um novo universo surgiu.
O poema está em festa,
Viverá.

Despertar das borboletas

Coração te viu há um tempão,
mas a princípio sentiu nada, não.
Um dia, como outro
qualquer no mundo,
mergulhou nos olhos teus...
E naquela cena de segundos,
percebeu que havia algo ali,
até então desconhecido...
E foi assim, com aceleradas
e ruidosas batidas, no cantinho
esquerdo do peito,
pela alegria da descoberta,
que ele despertou aquelas
preguiçosas borboletas,
há muito tempo dentro
de mim adormecidas.

s.melo