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Mostrando postagens de Junho, 2011

Dualidade

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É como se existissem duas pessoas em um mesmo corpo, em uma única alma. 
Uma ama, compreende, perdoa. 
A outra é egoísta, possessiva, atormentada. 
Uma quer sempre sorrir,
Consegue extrair da vida tudo o que há de melhor, ainda que o ruim se faça notável em muitos momentos, ela só absorve os bons.
Ela vê beleza em tudo: no céu, na estrelas, nos olhos de quem mira os seus. 

A outra, ao contrário, é triste. Enxerga a vida sempre na cor acinzentada, sem graça.
Esconde-se do mundo. Foge do si mesma. Finge nada saber. 

Uma ama serenamente como a noite ama as estrelas 
E as estrelas amam a noite - estas ainda mais, porque sem o escuro, não poderiam cintilar.
Ama como elas. 
Ama como o orvalho ama a folha que a ampara na madrugada fria. 
Quer ser feliz. Percorre caminhos tortuosos à procura da paz interior. Vive. Experimenta. Eleva-se. 

A outra,  ama com paixão, com fogo, com medo.
Como um vulcão em erupção. Como um vendaval inconsequente e devastador. 

Uma está aberta ao amor, à vida.
Semeia sorri…

Sonhos

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Há momentos na vida que jamais se apagam Passam os dias, os meses, os anos e eles continuam ali.  Fazem cócegas na alma, alegra-nos pelo caminho afora. Faz-nos perceber quanta beleza a existência carrega em si. Hoje sinto-me assim. Lembranças tão boas me invadem por dentro, levam-me A um tempo mágico, vivido intensamente. Transborda em mim, sonhos de outrora realizados ou adormecidos. Desses que nascem, morrem e renascem sonhos. Sonhos de sonhar acordado, de fazer o coração voar, subir, subir... E depois descer à realidade e esperar tranquilo, até que Outro rosto, outro perfume, outro olhar, outra música, outro sorriso Leve-me de volta à cidade dos sonhos.

Para ler e encantar-se

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"O meu olhar é tido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando paras trás... E o que vejo a cada momento  É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial  Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nasceu deveras... Sinto-me nascido a cada momento  Para a eterna novidade do mundo..."
(Alberto Caieiro) Um dos heterônimos do grande poeta português - Fernando Pessoa

Verbalizando os sentimentos

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Amo a vida, com sua simplicidade e sua complexidade Gosto da liberdade e de sonhar. 
Gosto do entardecer, quando os raios de sol vão se apagando lentamente, deixando o céu de várias cores numa bela aquarela crepuscular. 
Encantam-me as estrelas que nascem com o anoitecer, e cintilam no infinito, para que a escuridão não me abraçe. 
Ainda me alegram as mesmas coisas que me alegravam em outros tempos - (infância)-, mas agora com uma sabor especial. 
Gosto da natureza e de seus incríveis poderes em nossas vidas. 
Encantam-me a poesia e a música, elas me proporcionam imensa felicidade. 
Gosto de ver as pessoas sorrindo, mas não é sempre que tenho o prazer de retribuir um sorriso com sincera alegria, nem elas a mim. 
Entristece-me a violência, a guerra, a mentira e a falsidade. Não me agrada, as pessoas preguiçosas, as hipócritas então... Encantam-me, também, as estações do ano; cada uma delas tem sua beleza. 
Amo minha família, meus amigos, meus amores e todos que fazem parte da minha vida e …

Um ser flutuante

Prefiro voltar, enquanto todos vão Prefiro cantar, enquanto todos se calam Prefiro parar, enquanto todos correm Prefiro sonhar, enquanto todos despertam. Sou o que sou, a síntese de uma inconstância, um ser flutuante, vagando no espaço; como a estrela que se acende dentro da noite escura e fria.     

O poder do convencimento

Em uma sociedade desigual e passiva como a nossa, composta em sua maioria por indivíduos sem a mínima consciência politica, torna-se cada vez mais difícil acreditar na honestidade de seus governantes. Se um povo não tem conhecimento, informação, consequentemente será facilmente manipulado, convencido de alguma forma a desperdiçar o que tem de mais valioso; o poder de decisão, o direito da escolha, o seu voto. Somos muitos, mas não sabemos da força que temos, já que fomos ensinados a não pensar, a aceitar sem questionar tudo que chega até nós; neste contexto o sentido da palavra “muitos” é nulo, transforma-nos em rebanho. Estamos no século XXI e ainda se faz troca de voto por alimento e até por remédio neste país, como na época dos coronéis e o voto de cabresto, isto é cumulo da falta de senso.

Contudo, será que somos culpados por não termos opinião formada sobre nossa politica? Será que somos o espelho de nossos líderes? Não, neste caso somos as vitimas; não temos educação, alimentamo-…