O poder do convencimento

Em uma sociedade desigual e passiva como a nossa, composta em sua maioria por indivíduos sem a mínima consciência politica, torna-se cada vez mais difícil acreditar na honestidade de seus governantes. Se um povo não tem conhecimento, informação, consequentemente será facilmente manipulado, convencido de alguma forma a desperdiçar o que tem de mais valioso; o poder de decisão, o direito da escolha, o seu voto.
          
Somos muitos, mas não sabemos da força que temos, já que fomos ensinados a não pensar, a aceitar sem questionar tudo que chega até nós; neste contexto o sentido da palavra “muitos” é nulo, transforma-nos em rebanho. Estamos no século XXI e ainda se faz troca de voto por alimento e até por remédio neste país, como na época dos coronéis e o voto de cabresto, isto é cumulo da falta de senso.


Contudo, será que somos culpados por não termos opinião formada sobre nossa politica? Será que somos o espelho de nossos líderes? Não, neste caso somos as vitimas; não temos educação, alimentamo-nos mal, não temos saúde nem moradia. 


Vivemos precariamente amontoados nas grandes cidades ou esquecidos nos sertões deste belo país. No entanto, comparecemos em massa às urnas e elegemos àqueles, que tem como trunfo o conhecimento e a prática do convencimento.                                                                            

É preciso começar a educar nossas crianças, ensiná-las a refletir sobre a sociedade em que vivem, para que futuramente possam ser cidadãos dignos, ativos no processo de construção de uma nação com mais igualdade, consciente de seus direitos, deveres e obrigações. Para que saibamos discernir entre políticos que realmente se preocupam com a nação; e os artistas, palhaços e Ex-BBBs, que são convidados pelos partidos com o único intuito de arrecadar votos.

Cabe àqueles que realmente acreditam nesta pátria e na capacidade de entendimento de sua gente, se a esta for dada a oportunidade do aprendizado, a árdua tarefa de ensinar. O poder de mudar está em nossas mãos, tudo que devemos fazer é nos unir, trabalhar com comprometimento e verdade; só haverá mudança, se houver uma iniciativa, um começo. Aprender a entender e a lutar por uma sociedade com melhores condições de vida, é um direito de todos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Maria e José

É preciso insistir - sempre

Adeus, João de Deus