Deixar (se) sentir

 A Persistência da Memória, de Salvador Dalí













 
É que vida só sabe ir embora.
E, ao ir-se, deixa-nos a chance da novidade.
Outro jeito de olhar o mundo,
infinitas possibilidades.
Por isso é fascinante!
Viver é um constante renovar-se.
É mais ou menos como acontece
com as folhas que caem no outono.
A árvore precisa deixá-las morrer
para que, mais tarde,
a primavera floresça
em seus galhos nus.
Quando chega a hora,
também precisamos deixar ir...
Eis a beleza essencial!
Cada qual tem a sua vez de pertencer,
seu tempo de estar, de ser.
Um tempo que se vai sem dó,
mas que torna eterno
o que é verdadeiro, 'real'
para os que, na sua vez,
ousam, de peito aberto,
se deixar sentir.

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