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Dar à luz um poema

As entranhas em ebulição.
Caneta, papel, teclas
ao alcance das mãos.
O poema quer nascer.
Quer conhecer o mundo,
Ver as estrelas, o mar,
A vida externa.
Já não cabe dentro da alma.
Quer voar, pousar na flor,
Tal qual borboleta
ou colibri apaixonado,
quer beijar...
Mesmo que seja a tez do word.
Oh, sim!
Como virá à tona não lhe é importante,
se da tinta de uma caneta
ou das teclas de um computador.
Nascer é só o que ele quer.
E ser livre,
ser amor, ser dor,
ser protesto, resistência.
ser esperança.
ser sonho, ser possível.
Realizar-se poesia.
Ser, simplesmente.

Tic-tac, tic-tac, tic-tac...

Pronto, nasceu.
Libertou-se, bateu asas.
Pousou sutil, leve como a brisa
num diário solitário.
No olhar de alguém
do outro lado da tela,
do outro lado do oceano.
Olhos cintilaram.
Corações foram tocados.
Um novo universo surgiu.
O poema está em festa,
Viverá.

Comentários

  1. Oi, Sueli! Poxa! Que legal imaginar a concepção de um poema dessa maneira assim, tão humana. Eu não sei fazer poemas, gosto de prosear, mas sei bem como é o gosto da concepção. Tenho meus contos como a filhos também [sorrio]. Aproveito e convido para que comente meu CIRCO NONSENSE http://jefhcardoso.blogspot.com Abraço!

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  2. No escrever há farto um quê de parto.
    GK

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  3. Excelente...gostei da forma como colocou isso, é bem assim mesmo que acaba acontecendo....gostei!

    []s

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