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Mostrando postagens de Abril, 2016

Adiós, Miguel!

Havia um jovem chamado Miguel, que vivia muito triste e desenganado. Para ele, nada tinha sentido. Em seus dias, nada mudava, tudo era sempre exatamente igual. Não importava se era primavera, outono ou qualquer estação. Seus olhos viam tudo em cor cinza.
Pela manhã, despertava às sete, tomava um café preto, lia o jornal e seguia para o trabalho, que não ficava longe de onde morava. Lá, havia muitas pessoas: homens e mulheres, jovens como ele. Todavia, não tinha amigos, tratava com indiferença todos que dele se aproximavam. 
Miguel tinha 27 anos, mas por conta de sua postura carrancuda, parecia ter bem mais. Era culto, inteligente e de boa aparência. No entanto, havia em seu semblante uma melancolia profunda. Era como se a vida nunca lhe houvesse dado razões para alegrar-se. Nada lhe despertava a atenção. Nada fazia brotar em seus lábios um sorriso. À noite, antes de dormir, sua cabeça dava voltas e voltas, enquanto seu coração tornava-se cada vez menor. Não entendia o porquê de tanto …