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Mostrando postagens de Julho, 2014

Dar à luz um poema

As entranhas em ebulição.
Caneta, papel, teclas
ao alcance das mãos.
O poema quer nascer.
Quer conhecer o mundo,
Ver as estrelas, o mar,
A vida externa.
Já não cabe dentro da alma.
Quer voar, pousar na flor,
Tal qual borboleta
ou colibri apaixonado,
quer beijar...
Mesmo que seja a tez do word.
Oh, sim!
Como virá à tona não lhe é importante,
se da tinta de uma caneta
ou das teclas de um computador.
Nascer é só o que ele quer.
E ser livre,
ser amor, ser dor,
ser protesto, resistência.
ser esperança.
ser sonho, ser possível.
Realizar-se poesia.
Ser, simplesmente.

Tic-tac, tic-tac, tic-tac...

Pronto, nasceu.
Libertou-se, bateu asas.
Pousou sutil, leve como a brisa
num diário solitário.
No olhar de alguém
do outro lado da tela, do outro lado do oceano.
Olhos cintilaram.
Corações foram tocados.
Um novo universo surgiu.
O poema está em festa,
Viverá.