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O homem recria, mas também destrói

Desde os primórdios das civilizações, o homem experimenta os mais variados tipos de conflitos; sejam eles por motivos religiosos, territoriais ou econômicos. A evolução caminhou a passos largos até os dias atuais. Mas o conhecimento não fez desse ser o mais sensato dentre as espécies. Ele busca por meio de suas faculdades, o domínio a qualquer custo, sobre os mais fracos.
        
A inteligência que deveria ser usada em prol de uma maior igualdade entre os povos, concentra-se na invenção e construção de bombas, armas nucleares, aviões, navios e tanques de guerra. É a arte da criação com o propósito de destruição.
         
As cidades de Hiroshima e Nagasaki conhecem bem os efeitos de tais inventos. Elas guardam até hoje nas lembranças as marcas da grande tragédia de 1945, quando a bomba atômica foi lançada sobre o Japão. Naquele dia, milhares de vidas e sonhos se dissiparam no ar como poeira. Gente inocente de todas as idades foi aniquilada em poucos segundos, sem a menor piedade.
         
Definitivamente, o homem não sabe viver em paz, o conflito já começa dentro de si, é sua condição humana. Todavia em vez de buscar uma evolução interior, animaliza-se. Mata e morre sem se conhecer. Adolf Hitler, fundador do regime nazista, é um grande exemplo dessa incapacidade de amar a si e ao próximo. Protagonizou um dos maiores atos de crueldade contra seus semelhantes, já vistos em nossa história.     
          
Muitas vezes um embate se faz necessário, já que ninguém vai aceitar passivamente ser atacado sem revidar; e nesse caso lutará e matará pela sua sobrevivência. Devemos, no entanto, estar cientes de que a guerra é antes de tudo sinônimo de intolerância de falta de humanidade e sua finalidade é o poder. Embora um lado triunfe sobre o outro, não há vencedores, não há heróis. Uma medalha no peito não apaga do coração o terror vivido em um campo de batalha.       

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