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Mostrando postagens de Junho, 2016

É preciso insistir

Por Sueli Melo

Talvez uma das coisas mais difíceis de ser conquistada nesta vida seja a nossa capacidade de compreender - justamente pela dor que isso causa - que não podemos controlar o mundo à nossa volta. Mas a gente se engana. Acha que sempre está no comando das situações. Não estamos, porém.
Porque a vida é feita de relações nada simples. Qualquer que seja a situação, ela vai envolver sentimentos diversos. E em maior ou menor intensidade: raiva, amor, tristeza, alegria, medo, insegurança. E no sentir, pensar e agir das pessoas ninguém pode mandar. Nem mesmo quem os vivencia.
Cada um é um universo complexo e desconhecido - muitas vezes de nós mesmos -, que, ingenuamente, acreditamos conhecer. Tentar entender e aceitar essa realidade é uma luta penosa e constante. É preciso arranjar forças e acreditar que o impossível não existe, para tentar vencer, a cada dia de vida, os males que nos matam por dentro e ser um ser melhor. É preciso insistir. Sempre. Esta é a minha busca.

O triste destino de Maximiano

Chamava-se Maximiano, o sobrenome, Santana, era o mesmo do lugar onde nascera e para o qual, ao fugir, com apenas dezesseis anos de idade, nunca mais retornou: Feira de Santana, Bahia. Tinha um corpo franzino, a pele queimada pelo sol e os olhos pequenos e ansiosos. Lá na terrinha, ele vivia com o pai e um irmão mais velho. A mãe morrera cinco anos antes. Desde então, a vida tornara-se menos alegre.

      - Os motivos que me fizeram fugir de casa – dizia ele aos amigos e às pessoas que ia conhecendo ao longo do caminho - queria conhecer o mundo, ganhar dinheiro, construir uma família, ter uma casa grande, bonita.

Eram muitos os sonhos que pulsavam no peito de Maximiano. Acreditava que Feira de Santana era pequena demais para ele. Nada o prendia ali. Um dia pegou suas quatro ou cinco peças de roupa e partiu com uma empreiteira da construção civil que conheceu na cidade vizinha, quando um tio o levou para arrumar trabalho. Não disse adeus. Não olhou para trás. Depois de uma longa e can…