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Mostrando postagens de Outubro, 2019

Despertar das borboletas

Coração te viu há um tempão,
mas a princípio sentiu nada, não.
Um dia, como outro
qualquer no mundo,
mergulhou nos olhos teus...
E naquela cena de segundos,
percebeu que havia algo ali,
até então desconhecido...
E foi assim, com aceleradas
e ruidosas batidas, no cantinho
esquerdo do peito,
pela alegria da descoberta,
que ele despertou aquelas
preguiçosas borboletas,
há muito tempo dentro
de mim adormecidas.

s.melo

Caos

A tela transparente e vazia
A cabeça cheia.
O coração perdido em reflexões 
Como choque de meteoros
Os olhos fundos, 
O sorriso raso, 
A vida descolorida
Sem primavera interior
O universo em descompasso.

Passou. 
Foi apenas um momento
Que parecia atravessar a eternidade,
Mas passou.

Ao som do teclado, a tela foi preenchida com versos
As explosões inconsequentes, 
Transformaram-se em serenas pulsações,
Carregadas de desejos pelo novo
Os olhos e o sorriso se acenderam.
As borboletas, do estômago, festejaram.
A vida estava outra vez em cores.
Em tons de aurora boreal,
O universo (interior) retomou sua ordem
A alma amanheceu outra vez.

Página em branco - Suely Melo

A vida é um página em branco.
Tem gente que rabisca,
tem gente que desenha,
tem gente que pinta.
Tem gente que rasga e joga fora,
como forma de tentar estancar a dor.
Tem gente que para no tempo,
numa página de um tempo bom,
como forma de não deixar escapar
algo que o/a encantou.
Tem gente que só escreve, não reflete.
Tem gente que tenta apagar,
esquecer, reescrever.
E tem gente que vira a página
e começa tudo outra vez.

liemversos

Outros tempos - vida que vai, saudade que fica

Por liemversos

Flores dos mais variados tipos e cores desabrochavam no jardim. Borboletas e beija-flores encantavam com leveza e muita graça em cada bater de asas. E pássaros cantavam alegremente, despretensiosamente, anunciando um novo dia. A primavera chegara.

As crianças brincavam, correndo de um lado para o outro. O vento da liberdade balançava os seus cabelos. Os pequeninos corações batiam acelerado, quase saltando para fora do peito. Tudo era tão bonito, tão perfeito. A alegria de viver e aproveitar cada momento, mesmo sem saber a importância disso, estava presente em cada sorriso, em cada olhar, em cada movimento.

Lá havia gatos, cachorros, galinhas e seus barulhentos cocoricós. E um entardecer que era pura poesia. Um entardecer como nunca mais vi em nenhum outro lugar por onde andei. Um entardecer que caia lento, sem pressa, delicadamente e incrivelmente laranja. Inesquecivelmente poético.

Lá não tinha energia elétrica, mas tinha um céu de lua e estrelas para iluminar as noi…